Escritor precisa de logo?

Eu gostei dessa pergunta porque acho que a maioria dos escritores tem muitas dúvidas em relação a marca pessoal. Se perguntam se precisam ter tudo que uma marca tradicional tem. Vamos falar um pouco sobre marca pessoal?
Abaixo do vídeo tem o resumo em texto.

 

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Eu gostei dessa pergunta porque acho que a maioria dos escritores tem muitas dúvidas em relação a marca pessoal. Eu preciso fazer tudo que uma marca tradicional faz?

A resposta é não.

A verdade é que tudo o que você faz vai gerando uma imagem de você para os outros. O que você escreve, o que publica nas redes sociais, as coisas que você fala (ou não fala), tudo isso vai construindo a sua marca na cabeça do seu leitor. Então mesmo que você não tenha um logo, você pode ter uma marca forte.

O mais importante então é você pensar na sua comunicação como um todo. Como você usa as redes sociais? Elas estão contribuindo para a sua marca? Você usa com frequência os mesmos elementos de comunicação?

Pense no que você quer causar nos eu leitor com as suas postagens, os seus livros, a sua comunicação.

E se depois de tudo isso, ainda quiser um logo. Bem, contrate um designer e tenha em mente o que a sua marca quer passar. Você pode usar logo como carimbo para os autorgrafos e envios do seu livro, como assinatura de e-mail, para o seu site e materias promocionais de todo o tipo.

De quanto tempo você precisa para escrever um livro?

Como começar a sua carreira de Escritor

Você já deve ter lido isso por ai, mas “a melhor estratégia de marketing para um escritor é continuar escrevendo”. Marketing é importante, claro, mas para manter a sua base de fans e fazê-la crescer você precisa de material novo.

É muito mais fácil vender um segundo, terceiro, quarto livro para alguém que já te leu, do que vender aquele primeiro livro para um leitor que não conhece a sua narrativa. Por isso, se você quer seguir uma carreira enquanto escritor, você precisar se planejar para continuar escrevendo e lançando novos livros com uma frequência boa.

Ai entra a pergunta: de quanto tempo você precisa para escrever um livro?

Existem tantas respostas quanto autores diferentes, com certeza. O que importa aqui não é o tempo em si (a não ser que você seja como o George Martin e leve 12 anos por livro), mas você ter uma noção de quanto tempo você precisa para escrever. Pois a partir dessa noção de tempo é que você vai se planejar e dividir o seu texto em pequenas tarefas para começar a escrever.

É muito mais fácil vender um segundo, terceiro, quarto livro para alguém que já te leu, do que vender aquele primeiro livro para um leitor que não conhece a sua narrativa.

Se você não tiver noção de quanto tempo leva para escrever um livro, vai acabar levando mais tempo do que de fato precisaria. E vale a gente colocar aqui que a fase de pesquisa e revisão também devem entrar na conta.

Então, de quanto tempo você precisa? Três meses? Seis meses? Um ano? Bem, então sente e se planeje para conseguir de fato escrever o seu livro neste tempo. E não esqueça de manter os seus leitores, se você já tem, a par do andamento do seus livros. Afinal, estamos contando que aquelas pessoas que já leram vão ser as mais interessadas em ler o que você está escrevendo agora. Elas já provaram e aprovaram a sua escrita.

A marca do Escritor

Mas, por que estamos falando de tempo de escrita e planejamento? Porque tudo isso ajuda (ou atrapalha) na construção da sua marca. Se você pretende viver da escrita, vai precisar ter sempre um livro novo para vender e fazer marketing e manter o seu público interessado.

A melhor ação de marketing que um autor pode fazer é lançar novos livros.

E tenha certeza, seu segundo livro vai ser mais fácil de vender do que o primeiro e assim sucessivamente, porque você vai cativando e fidelizando o seu público com novos textos.

Tenha em mente que seus livros são o maior produto da sua carreira enquanto escritor e por isso é importante estar sempre: aprendendo, escrevendo, trabalhando em novas ideias.

Se você quiser aprender a planejar a sua carreira de escritor, utilizando ferramentas de comunicação para conseguir se programar e tirar os seus planos do papel, veja o nosso ebook Planejamento de carreira para Escritores.  São mais de 50 páginas com teoria e exercícios práticos para você fazer os eu planejamento passo a passo. Apenas R$ 11,50 e 7 dias de garantia.

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Posso escrever em diferentes gêneros?

Posso escrever diferente gêneros literários?

Uma das dicas que a gente dá aqui na Escritor Publicado é que você deve conhecer o seu público. Saber para quem você está escrevendo é essencial na hora de planejar uma carreira de escritor. Como a maior parte dos escritores que passa por aqui é iniciante e não conhece bem ainda nem o seu público, nem a sua escrita, um dos nossos exercícios de públicos passa por reconhecer o seu gênero literário e os principais livros e referências deste gênero.

É um caminho que consideramos mais fácil para quem está começando, porém ele leva a um questionamento mais complexo: escritor só pode escrever um gênero literário?

A resposta curta é: não!

Escrever apenas um gênero pode ser uma maneira mais fácil de encontrar e fidelizar um público, mas não é a única. Talvez você, assim como eu, goste de experimentar diversas formas de escrita e está tudo bem. Por outro lado, para conhecer o seu público você vai precisar fazer um trabalho mais profundo, tanto no sentido de entender a sua escrita, quando de entender quem gostaria de ler ela.

Não se limite, se compreenda.

Há mais fatores comuns na sua escrita do que apenas o gênero literário. Por isso, faça uma busca mais ampla, compreensiva do seu trabalho. Busque aqueles 5 (ou 10, ou 20) trabalhos que você mais gostou, que você sente que mais te representam, o que eles tem em comum?

Talvez seja um tipo de personagem, por exemplo, mulheres fortes, talvez seja um tema, como vida moderna, talvez sejam os seus cenários (por exemplo, você gosta de falar de questões regionais, do seu estado ou cidade). Talvez seja tudo isso e mais um pouco. Se você já tiver um caminho mais longo e uma escrita mais desenvolvida, talvez seja a sua voz.

O importante é ter em mente que sua marca de escritor não precisa se limitar ao gênero literário, mas pode compreender também outros aspectos da sua escrita.

É possível que se você fizer uma análise com muitos textos, alguns deles destoem completamente dos outros, isso não significa que você não deva escrever mais aquele tipo de texto, mas que você deve focar nos outros, no que você faz se melhor, no que realmente te move na escrita. Construa a sua marca em cima disso e se preocupe menos com que estilo de texto você está escrevendo. Incorpore mais desses fatores que são comuns entre os seus textos, faça com que eles se destaquem na narrativa e busque o público certo para esse tipo de texto.

Um exemplo prático:

Eu, por exemplo, gosto muito de escrever crônicas, na verdade uso delas para entender melhor o que está se passando e o que eu penso da vida. Por outro lado sempre tive uma fascinação por histórias curtas, os tais contos. E mais recentemente venho tentando escrever um projeto de livro nesse sentido, e outro de narrativa longa.

E o que tudo isso tem em comum? Minhas personagens principais nas histórias curtas e no meu projeto de romance tendem a ser mulheres fortes, o cenário é sempre atual, bem século XXI e trata de questões do dia-a-dia. Claro, tudo isso já se aproxima automaticamente da crônicas, uma vez que elas são basicamente a minha opinião, o meu take sobre a vida e as coisas que eu vejo, ou seja, a opinião de uma mulher do século XXI.

Viu como não é tão difícil assim encontrar algo em comum entre os textos, mesmo que a principio eles façam parte de universos literários tão diferentes?

E a pergunta que não quer calar é: quem é o seu público então?

Independente da forma, as pessoas que vão gostar do que eu escrevo, para nos mantermos no exemplo, são principalmente mulheres, entre os 25 e os 35 anos, que provavelmente moram em cidades grandes ou vivem em centros urbanos e tem um background parecido com o meu. É com essas pessoas que eu me comunico, independente do formato dos textos.

Sim, eu tenho alguns textos que fogem deste contexto, por exemplos, contos que eu escrevi nas oficinas de escrita, inclusive o que eu mandei para o concurso offflip. Eu deixo de escrever esses textos? Nunca, mas penso em que público tem mais interesse neles e os utilizo dentro dos contextos aos quais eles fazem parte.

Agora é com você, escritor? Você quer se aventurar por diversos gêneros? O que os seus textos tem em comum, em que contexto vale a pena publicar cada um deles? Todos eles estão agregando a sua marca de alguma forma? Faça uma análise dos textos que você acha que mais te representam. ou daqueles que você mais gostou mesmo. De preferência pegue exemplos dos diversos estilos, ou gêneros que você gosta de escrever. Veja o que os une, os elementos em comum e pense em como cada coisa se encaixa na sua experiência enquanto escritor.

Entenda como a marca de autor influencia na compra de um livro

marca-de-autor

Aqui na Escritor Publicado, estamos sempre frisando a importância do Marketing de Autor, isso porque autor é um dos fatores decisivos na compra de um livro. Ou seja, se nome ali na capa pode ajudar o livro a vender. Isso, é claro, se ele for conhecido de quem encontrar seu livro por ai, seja nas livrarias ou na Amazon.

Claro, há um conjunto de fatores que faz o seu livro vender ou não, que incluem a capa, o marketing, a sinopse. Todos eles são importantes, mas o seu nome e a sua marca de autor contam muito mais do que eles para um leitor que já conhece o seu trabalho de outros lugares.

Vemos muitos escritores que ainda não entendem a importância de se promover, achando que devem deixar apenas o livro falar por si. Bem, tenho uma notícia para vocês, livros não se vendem sozinhos!

Por isso, hoje separei algumas razões para você começar a investir na sua marca de autor. Vamos a elas?

Todo escritor é uma marca!

Na verdade, todo mundo é uma marca. Tudo o que você faz, a maneira como você se porta, isso vai deixando impressões na cabeça das pessoas e dos seus leitores. A sua marca de escritor é muito importante, pois é ela que vai te ajudar a vender mais livros, conquistar mais leitores.

A gente compra de quem a gente conhece e confia.

Pense bem, mesmo que você vá comprar um eletrodoméstico, você vai buscar uma loja de confiança. Com celular, a mesma coisa, em geral as pessoas buscam sempre as mesmas marcas. Por quê? Confiança, claro.

Construir a sua marca de escritor serve exatamente para isso, construir uma relação de confiança com os seus públicos. Se você tem uma marca bem definida e sabe se posicionar, os seus leitores vão saber o que esperar de você, dos seus textos e dos seus livros.

Seu posicionamento na internet, inclusive sobre coisas não relacionadas a literatura tem impacto em como os leitores te vêem.

Por isso, pense em como você se posiciona de forma geral. Especialmente neste ano de 2018. Temos muitas coisas acontecendo no cenário político e é ano de eleição, ainda por cima. Tenha isso em mente antes de entrar em briga política na internet.

Se os seus textos abordam essas questões, pode ser interessante, até estratégico, entrar nesse tipo de conversa. No entanto, se o seu público é diverso em termos de espectro político e seus textos falam sobre outros assuntos, que não política, talvez seja melhor guardar as suas opiniões para roda de amigos e não postá-las na internet.

Quem não é visto, não é lido

Existem muitos livros, muitos autores e muitas opções, por isso que defendemos sempre que você tenha uma frequência de postagem e interação nas redes sociais. Para quem esta começando a carreira, principalmente, isso é essencial. Afinal, a pessoa precisa ver você, ficar sabendo da sua existência algumas vezes antes de começar a construir uma relação de confiança e comprar o seu livro.

Autor que se esconde parece que não tem nada a dizer.

A gente compra livros também para compreender a visão de alguém sobre alguma coisa. Ainda que seu livro seja de ficção, as pessoas compram para ler o seu mundo, a sua cabeça. Se você esconde seu livro, tem vergonha dele, bem, então porque alguém deveria comprá-lo?

Nem mesmo a compra é garantia de leitura.

Isso acontece bastante com quem está no Kindle Unlimited. As pessoas até baixam os livros, mas virar as páginas que é bom, nada. Claro, também acontece bastante com livros físicos, mas no KDP a gente consegue mensurar isso, o que é muito legal, mas meio assustador.


Então, agora que você já sabe porque é tão importante investir na sua marca de autor para ter uma carreira literária de sucesso, está pronto para começar a criar e gerenciar a sua marca?

Espero que sim! A construção da sua marca, vai ser o seu diferencial no mercado literário, que é tão competitivo hoje com a quantidade de ferramentas disponíveis para se publicar. Uma marca forte, chama atenção para si.

Se você quiser saber mais sobre o que fazer e não fazer pela sua marca pessoal de escritor, eu escrevi esse texto aqui sobre Personal Branding, focado em você, escritor.

Se você quiser saber mais sobre como criar uma marca de autor, também pode clicar neste texto aqui, sobre a importância da Marca Pessoal.

Se você estiver mesmo pronto para investir na sua carreira de escritor e quiser trabalhar o Marketing e a sua marca de forma mais profissional, então eu te convido a conhecer o nosso curso de Marketing Digital para Escritores. Nele você vai aprender a criar a sua marca, a partir do que você já escreve; definir objetivos de carreira; identificar os seus públicos e entender como melhor se comunicar com ele. Aliem disso, te ensinamos passo a passo as principais ferramentas que utilizamos no nosso dia-a-dia para gerenciar as contas e as marcas dos autores com os quais trabalhamos.

Tudo isso, você vai assistir online, em vídeos rápidos, com dicas e conhecimentos práticos, que somados dão mais de 3 horas de curso. Aliem disso, os alunos tem um grupo EXCLUSIVO, fechado no facebook para poder tirar dúvidas direto com a gente e trocar ideias com os outros escritores que estando fazendo o curso. A ideia é enriquecer ainda mais a experiência.

Está pronto para dar o próximo passo na sua carreira de escritor? Então clique a comece a fazer o curso agora.

Você tem medo de se vender?

Medo de se vender

Já vi isso acontecer alguma vezes. Autores que estão em frente a uma plateia e, no lugar de se venderem, falarem dos seus livros, se somem. Dizem: “ai, não gosto disso. Não quero ser essa pessoa”

[bctt tweet=”Não quer ser a pessoa que vende livros? Amigo, então você está no negócio errado. ” username=”@EPublicado”]

Escrever é um processo lindo, com certeza. Dar vida aos personagens, ver os caminhos pelos quais eles te levam, tudo isso é show, mas isso é apenas uma parte do negócio. Porque o livro é um produto e tem que sair da prateleira, da escuridão do desconhecimento.

Não tenha vergonha do seu livro, queira vendê-lo.

Não, não precisa ser aquele vendedor chato, não é para bater na porta perguntando se a pessoa tem um minuto para falar do seu livro, mas aproveite as oportunidades. Fale sempre que possível, fale sempre que que as pessoas se interessarem. Não desperdice as chances de falar sobre o que você

Esteja aberto a ser lido.

Se você escreveu e publicou um livro, isso é motivo de orgulho, não de vergonha. O que faz com que você tenha medo de vender então?

Você tem medo de não ser aceito por todos? Vou te contar um segredo, você não vai ser mesmo. Ninguém é. Vai ter quem goste do seu livro e vai ter quem não goste. Também vai ter quem não dê a menor bola para sua existência. E tudo bem. O mundo é grande. Não se concentre em quem não gosta de você. Largue esses embustes e foque no que realmente importa: o seu livro e o seu público.

Você tem medo que a sociedade te julgue? Acho que ainda vivemos muito com esta ideia de que escritor é vagabundo e não faz nada. Eu e você sabemos bem que isso é mentira. Escrever é um trabalho como qualquer outro e, se você encara a sua profissão desta forma, não importa o que os outros pensam.

Leve-se a sério.

Ser escritor é uma carreira como qualquer outra, por isso precisa de investimento, de tempo e de um profissional engajado. Não adianta você só se esforçar na escrita, você precisa se esforçar para ter uma carreira também. Isso inclui pensar estrategicamente sobre como publicar os seus livros e por quais editoras. Inclui pensar em publicação paga como uma forma de chegar a mais pessoas, ainda que não tenha ganho financeiro. Inclui talvez criar estratégias de distribuição gratuita dos seus livros. Enfim, para ter uma carreira enquanto escritor é necessário ter um mindset empreendedor.

E uma coisa que o empreendedor não pode ter é medo de se vender.

Fale sobre seu livro, monte a sua fanpage, compartilhe o que os outros estão achando do seu livro, não tenha medo daqueles que não vão gostar. Foque em quem se interessa, em quem gosta de literatura. Não tenha medo das pessoas que gostam do que você escreve, é bem provável que elas estejam abertas a ouvir mais sobre seus trabalhos, seus textos.

Em resumo: para ser um escritor de sucesso hoje, é necessário que você tenha um mindset empreendedor e leve a sua carreira a sério, planejando seus próximos passos. E o que um empreendedor não pode ter é medo de se vender. Mesmo que haja pessoas que não vão gostar do que você escreve, você deve se focar em quem se interessa. E aproveite cada oportunidade que tiver para falar sobre o seu livro e a sua carreira de escritor. Tudo isso te ajuda a construir e fortalecer a sua marca.

E ai, escritor, ainda tem medo de se vender? Venha fazer uma consultoria com a gente, que vamos te ensinar a fazer o seu marketing sem cansar você mesmo ou seus amigos falando dos seus livros.

 

Como Escrever uma sinopse vendedora para o seu livro?

Como escrever sinopse vendedora

A sinopse faz parte da apresentação do seu livro. Junto com capa e título ela vai ajudar o seu leitor na decisão de compra. Uma boa sinopse é essencial para você conquistar mais leitores. No entanto vemos muitos escritores sofrendo para escrever as sinopses dos seus livros. A pergunta que não quer calar é: o que é uma boa sinopse?

Uma boa sinopse:

  • é uma carta de vendas, não um resumo;
  • intriga o leitor, gera curiosidade;
  • faz o leitor se identificar com os personagens ou os temas abordados no livro;
  • situa o leitor no universo do livro, mas não conta a história inteira;
Thought Catalog
Thought Catalog

Então, é hora de escrever a sua sinopse. Nós elencamos os 5 passos para você escrever uma sinopse que vai intrigar os seus leitores e te ajudar a vender mais livros.

#1 Situe o leitor no universo do seu livro

Mesmo que o seu livro se passe na rua ali da esquina, seu leitor precisa entender em que universo ele está entrando. Claro, isso é ainda mais importante quando se trata de um livro de fantasia, ou de época.

Certifique-se que o seu livro consegue situar o leitor no seu universo. Dá para fazer isso de diversas formas, você pode usar uma frase de impacto como Jackdaws, ou situar usando a data mesmo, como em Outlander.

O dia D está próximo. Ninguém sabe, ao certo onde ou quando, mas os alemães acreditam que será logo… Jackdaws

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido… Outlander

#2 Apresente brevemente os personagens principais

Brevemente. Não precisa dar muitos detalhes, mas coloque o drive do seu personagem, aquilo que o move. Nos nossos exemplos, Claire é descrita como enfermeira e Felicity como uma agente graduada de Operações Especiais. Essas são características importantes para o desenvolvimento da história. Use só o que é realmente importante.

#3 Introduza o conflito

Histórias são sobre alguém, em algum lugar, fazendo alguma coisa, não é mesmo. Então tenha certeza de que você fala sobre o conflito do seu livro na sinopse, afinal, é por causa dele que as pessoas vão querer ler.

Deixe o seu conflito claro na sinopse para atrair atenção e fisgar os seus leitores, mas não conte a resolução dele, para isso que serve a leitura.

[bctt tweet=”A sinopse faz parte da apresentação do seu livro. Junto com capa e título ela vai ajudar o seu leitor na decisão de compra. Uma boa sinopse é essencial para você conquistar mais leitores. ” username=”@EPublicado”]

#4 Preste atenção na linguagem

Um erro comum é ser formal demais na sinopse, mesmo quando a linguagem do livro em si nem é tão formal. Mantenha a linguagem da sinopse adequada e atraente para o público de interesse. Não adianta fazer uma sinopse que destoe do tom do livro, isso pode acabar gerando leitores insatisfeitos.

#5 Seja Breve

Pense na sinopse como um Elevador Pitch (discurso do elevador). Ela deve ser pequena e fácil de ler para captar a atenção do seu possível leitor. Não adianta escrever uma longa sinopse de 4 parágrafos, porque metade das pessoas que chegarem ao seu livro vão desistir no meio do caminho.

Dica EXTRA:

#6 Seja estratégico com os espaços.

Se você está publicando um livro físico principalmente. Cada espaço que você tem é uma nova oportunidade de vendas. Por isso, não repita informações nas orelhas e contra capa. Tenha certeza de que elas se complementam e dão mais argumentos para o leitor fechar a compra.

Laranja Mecânica: O Melhor Exemplo

Um ótimo exemplo de espaços utilizados estrategicamente é esta edição de Laranja Mecânica da Editora Aleph.

A contra-capa tem um texto de impacto falando sobre o futuro imaginado por Anthony Burgess comparado ao de Orwell e Huxley, como os pilares da ficção científica de tons mais sombrios.

A orelha frontal tem 4 parágrafos. Os dois primeiros são uma sinopse. O terceiro fala sobre a narrativa do livro e o último sobre a importância dele.

Na orelha da conta-capa temos uma mini biografia de Burgess.

Cada um destes espaços contem um argumento de venda diferente. É impossível não ficar interessado pelo livro, mesmo que você nunca tenha ouvido falar em Laranja Mecânica.


Em resumo: a sinopse é uma carta de vendas, ela precisa introduzir o básico da sua história para o público e gerar curiosidade, sem entregar demais. Por isso, uma boa sinopse vai: situar o público em relação ao universo que ele está entrando, apresentar os personagens principais e o conflito que eles devem solucionar ao longo do livro. E deve fazer tudo isso com uma linguagem adequada e de maneira breve.


Pronto para escrever a sua sinopse vendedora? Quer uma ajuda? Pode nos mandar um e-mail com o nome do seu livro, links e a sua sinopse, que nós mandamos a nossa opinião e algumas sugestões.

Nosso e-mail é: contato@escritorpublicado.com.br

Aguardamos.

Marketing Pessoal: o que fazer e o que não fazer

Marketing Pessoal

Uma das dificuldades dos autores é trabalhar com Marketing Pessoal. Muitos ainda tem em mente aquele escritor dos filmes que vive de pijama, é mal cuidado e não sabe se relacionar outros humanos. O escritor dos bastidores.

Hoje não é bem assim. As pessoas compram de quem elas conhecem, elas querem ler as histórias de quem elas conhecem. Elas buscam um ponto de vista, ou um estilo de escrita. Por isso o autor é tão importante. Por isso nós insistimos que você, autor é uma marca.
Marketing Pessoal

O que fazer?

Fale que você escreve

As pessoas precisam saber que você escreve. Seus amigos e seus contatos muitas vezes não sabem que você tem o seu lado escritor. Eles podem ser os seus primeiros leitores e os seus maiores incentivadores.

Mostrar o seu trabalho

Compartilhe o que você escreve. Pode ser apenas alguns trechos do seu trabalho, pode ser o trabalho completo em sites como o wattpad, o que fizer você se sentir mais confortável, o importante é mostrar como você escreve.

Interagir com outros escritores

As trocas com pessoas da nossa área são sempre muito enriquecedoras. Ninguém sabe tudo ou leu tudo. Falar com outros escritores, pedir opiniões, trocar idéias, tudo isso é muito válido. Além disso é uma forma de fortalecer a sua marca frente aos seus iguais.

Saber ouvir críticas

Ninguém é perfeito. Por mais que a gente se esforce sempre dá para melhorar. A internet tem muita gente que vai te apoiar e te incentivar, mas tem muita gente que vai te criticar também. Ao decidir se expor, você tem que decidir como vai lidar com esse tipo de atitude. Saiba ouvir. Absorva o que é bom, deixe passar o que é ruim.

Pedir a opinião dos seus Leitores

Ok, talvez a maioria deles não seja escritor, nem tenha interesse em escrever, mas se eles gostam de ler e, principalmente, se gostam de ler você, peça a opinião deles. Interaja, ouça as suas opiniões e veja o que elas tem de melhor. Não pense que o escritor é uma ilha, ou que ouvir os outros é se vender.

Continuar escrevendo

Não adianta fazer todos os passos se você parar. Dificuldades vão aparecer, muito provavelmente, mas continue. Se escrever e ser lido é seu sonho, faça-o acontecer.

O que não fazer?

Ser arrogante

Ninguém gosta de pessoas que se fecham para opiniões alheias e se acham os donos da verdade. Você vai encontrar na internet muita gente que sabe menos do que você. Não seja arrogante. Busque compartilhar o seus conhecimentos para ajudar de fato os outros, mas não se ache mais porque sabe mais do que alguém.

Achar que só o seu trabalho é bom

A internet tem textos e histórias para todos os gostos, todos os públicos. Você não precisa gostar de tudo que tem por ai, nem deve perder o seu tempo com aquelas que não gosta, mas, por favor, não ache que porque você não gosta não tem nenhum valor. Ou, se achar isso, guarde essa informação para você.

Brigar com quem discorda de você

Muita gente vai discordar de você. Várias questões acerca de literatura dividem as opiniões. Você tem todo o direito de expor as suas opiniões, claro, mas não brigue com quem discorda. Isso só vai prejudicar a sua marca. Quer mostrar seu ponto? Seja claro e objetivo e entenda que você não precisa convencer todos s pensarem como você.

Se esconder

Se você escreve e tem o sonho de ser lido, seja por 100 ou 100 milhões de pessoas não pode se esconder. Textos presos na gaveta não serão lidos. Não se esconda. Tome as precauções necessárias e se exponha, exponha o seu trabalho.

Fugir ao ouvir a primeira crítica

Você vai ouvir críticas, não tem como evitar isso, mas você não precisa fugir ao ouvir a primeira, nem a segunda, nem nenhuma delas. Siga o seu caminho, construa o seu público. Ouça o que as críticas tem de construtivo, busque melhorar, mas não desista.

Postar e Fugir ou Fazer SPAM

Redes Sociais são focada sua interação. Não vale querer apenas que as pessoas leiam você sem chamar para a conversa, sem comentar, sem responder. Não poste e fuja, interaja com os seus públicos, isso faz a maior diferença.

E então, escritores, o que vocês acharam? Dá para seguir essas guidelines e começar a construir a sua marca através de Marketing Pessoal? Lembre-se que, apesar de se chamar Marketing Pessoal, isso não quer dizer que você precisa compartilhar cada minuto da sua vida. A idéia é compartilhar o seu trabalho. Fortalecer a sua marca enquanto escritor.

Apresentação do Livro: Capa

Guia da Escritora Independente

Na última coluna nós começamos a conversar sobre a apresentação da sua obra e dividimos em 3 pontos: sinopse, capa e diagramação. Já falamos sobre a importância de uma boa sinopse e os desafios que é para um escritor escreve-la. Hoje então, vamos falar da capa.

Quem acha que não se compra um livro pela capa está muito enganado. Muita gente compra sim livros pela capa. Tem gente que ainda gosta de entrar na livraria, passear, olhar capas, escolher livros por ela. Outras pessoas adoram ler a última linha do livro pra decidir se vão ou não comprar (mas isso é outra conversa…).

O que é importante pra gente, nesse momento, é a capa. As capas seguem tendências, como todo o resto na vida, mas ela se constitui basicamente de alguns elementos que devem transmitir a sua marca como autor e a essência do seu livro.

Se você observar alguns autores famosos, com mais de um livro lançado (mesmo não sendo séries) verá que eles seguem padrões: mesmo estilo de imagem, mesma fonte de títulos, mesma fonte de nome do autor. E todas esses elementos ficam em perfeita harmonia para encantar nossos olhos! Vamos pegar como exemplo as capas da Jojo Moyes. Elas sempre tem o mesmo tipo de tipografia, a mesma disposição de elementos e o mesmo estilo de imagens. Isso cria uma identidade da obra com o autor e é importante que você comece a pensar nisso desde o primeiro livro.

Eu confesso que não me ligava muito nisso até conhecer as meninas aqui da Escritor Publicado. Foram elas que reformularam a marca do meu blog e criaram uma identidade para as minhas capas. E pode parecer papo comercial e merchan, mas faz toda a diferença sim! Os leitores nos identificam por aquele estilo e isso influência em suas vendas. Então o primeiro passo para criar uma capa é criar a sua identidade como autor.

Os elementos de capa são básicos: Imagem, nome da obra e nome de autor. Se você tiver uma editora o selo dela também aparecera. Alguns autores gostam de colocar uma frase de impacto na capa. Outros usam algum selo do seu próprio blog. Se for um livro hot é importante colocar na capa um elemento que identifique que o livro tem essa pegada.

Fazer uma capa não é coisa simples. Combinar os elementos presentes, as tipografias (existem milhões de tipografias e fontes disponíveis em sites) e ainda passar a essência do seu livro é algo bastante complexo. Se for possível, opte por contratar um capista (a Escritor Publicado faz isso). Agora se não tiver jeito e você tiver que fazer sua própria capa tenha os seguintes cuidados:

1) A imagem que você for usar deve ser livre para uso comercial. Existem muitos bancos de imagens por aí. Pixbay, Unsplash e Free Stock são alguns exemplos de bancos gratuitos. Existem os pagos também. Jamais utilize imagens do Google sem conferir os direitos de imagem. E coloque no livro os créditos de onde sua imagem foi retirada. Se você for usar uma ilustração exclusiva, peça para o ilustrador assinar um termo de uso. Assim você se protege de possíveis problemas depois.

2) A mesma coisa acontece com as fontes. Existem sites para download de fontes. Utilize as que são livres para fins comerciais.

3) Atenção redobrada nas cores. Se você pretende comercializar seu livro na Amazon, lembre-se que o Kindle (leitor de ebooks da Amazon) é preto e branco. Faça o teste se em P&B sua capa fica legível.

4) Não invente… Sério gente… Vejo muitas capas que pegam pelo excesso de elementos e se tornam desagradáveis aos olhos. Capas simples e harmoniosas são capazes de conquistar muito mais que as rebuscadas!

Para montar sua capa você precisará de um editor de imagens. Existem muitos no mercado, inclusive para celulares, pesquise o que melhor lhe convém. Eu utilizo Photoshop. Mas existem outros mais simples e que tem a mesma finalidade.

A única regra para uma boa capa é harmonia entre imagem, fontes e cores. E claro, ela passar a essência do seu livro. Também é bacana que a capa crie um suspense quanto a história, ou traga algum elemento ou cena que surpreende o leitor. Não coloque um casal casando na sua capa se esse é o final da sua história.

Para que a gente leria se sabe como acaba o livro?

Lembre-se sempre que seu livro é um produto e assim como a embalagem de um presente a capa de um livro faz toda a diferença também! Você está dando um presente ao seu leitor e a capa dele é a embalagem que vai ou não conquistar de primeira.


Convidamos a autora Luisa Aranha para compartilhar com a gente e com você um pouco do seu processo de escrita e publicação enquanto Escritora Independente. Para a felicidade de todos, ela topou e vai fazer uma série de artigos esclarecendo algumas dúvidas de quem está iniciando neste caminho da auto publicação.
Para ver todos os textos da série, acesse: Guia da Escritora Independente
As opiniões aqui expressas são de exclusiva responsabilidade do autor do texto e não refletem necessariamente o posicionamento oficial da Escritor Publicado

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Use grupos do facebook para divulgar seu livro

Grupos do Facebook

Talvez você já faça parte de muitos deles, talvez até tenha postado milhões de links do seu livro e tenha visto pouco resultado. Se sim, é porque está usando da forma errada. Os grupos do Facebook são importantíssimos na divulgação da sua marca pessoal e sabendo usá-los ao seu favor você pode aumentar bastante o seu público leitor.

As redes sociais foram feitas para interagir e os grupos são o melhor lugar por isso, pois eles segmentam um público por interesse. Como já falamos aqui no blog da Escritor Publicado, conhecer seu nicho de público e saber pelo que ele se interessa é o primeiro passo. Eu inclusive já te aconselhei a buscar os grupos do facebook com interesses similares ao seu livro.

Um dos maiores erros dos escritores, no entanto, é buscar apenas por grupos de escritores ou leitores. Você precisa ir mais fundo que isso. Sim, eu acho grupos de leitores e escritores maravilhosos. Inclusive participo de vários deles, mas a verdade é que escritores de ficção não são o seu público de interesse. E leitores, esse termo genérico, que coloca no mesmo saco quem gosta de terror trash e de romance água com açúcar, dificilmente vão se interessar pelo seu add no grupo. Ele vai passar desapercebido em meio a vários tópicos abertos pelos quais as pessoas realmente se interessam.

Você precisa buscar grupos de interesse do seu público. Por exemplo, se você trabalha com temas femininos e feministas, busque grupos que troquem informações sobre esse assunto. Se os seus livros são de mistério, entre em grupos que tratem disso e interaja, converse, crie laços verdadeiros.

Leitores vão interessar pelos livros de um autor que eles conhecem, com quem eles conversam, que os ajudaram a resolver algum problema. É por isso que a sua estratégia deve incluir mais do que postar e correr. Você precisa dos grupos e precisa interagir de fato com quem faz parte deles. Considere isso networking, conhecer e tornar-se conhecido por pessoas que se interessam pelos assuntos sobre os quais você escreve. Isso é essencial. Mesmo que você não venda especificamente para eles, ou nestes grupos, eles podem ser um dos critérios de segmentação dos seus futuros posts pagos e se lembrarem de você, isso vai influir na decisão de compra, com certeza.

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As capas e a Marca de Autor

Capas de Livros

Talvez você já tenha ouvido falar que “não se deve julgar o livro pela capa”. Além de clichê, esse ditado popular não leva em conta que a capa de um livro é, muitas vezes, o primeiro ponto de contato entre autor e leitor. A capa do livro importa sim e os leitores vão julgar as obras por elas.

Tendo dito isso, como são as suas capas?

Se você leu a minha série sobre plataforma de autor, sabe que uma identidade visual para a sua marca é muito importante e ela deve sim se estender às suas capas. Se você tem um livro físico em livrarias, fazer o leitor bater o olho e reconhecer o seu estilo, antes mesmo de ler o título, é importantíssimo e ajuda nas vendas. Se você é um escritor autopublicado na Amazon, ou em sistemas similares, é mais importante ainda. Em um mar de amadores, uma capa profissional e que reforce sua marca enquanto autor é um grande diferencial. E você tem total controle sobre o processo de criação, então não há desculpas.
Muitos dos autores nas listas de mais vendidos usam esse tipo de recurso. As editoras tradicionais também lançam mão dele pois quanto mais formas do leitor identificar o livro, maiores serão as chances da venda. Além, disso, devemos pensar que as capas transmitem ao leitor uma série de informações através de paleta de cores, fonte e os outros elementos que ele vai decifrar. Desta forma, é importante que a capa esteja de acordo com o conteúdo, não transmitindo uma idéia falsa sobre o livro, que pode gerar uma experiência frustrante para o leitor.
Um exemplo bem caricato de como elementos não verbais carregam consigo muitas informações são as edições brasileiras do livros da Marian Keyes, a autora de “Melancia”. Não sei quem criou esse conceito, mas a Bertrand Brasil acertou em cheio transmitindo na capa o tom leve e irônico das narrativas. As capas estrangeiras não tem esse apelo.
Marian Keyes - Capas descoladas

Aliás, fazendo essa comparação, por qual das séries abaixo você se interessaria mais, baseado somente nas capas?

Se você gosta de romances leves, “água com açúcar” como se costuma chamar, provavelmente é mais atraído pelas capas com cores tons pastéis e fotos cândidas. Na comparação, elas realmente parecem mais amigáveis que as capas escuras, não? Se você prefere temas mais pesados, polêmicos, ou profundos, as capas escuras provavelmente te chamam mais atenção. Ok, pode-se argumentar que os livros de Elena Ferrante tem, igualmente, doçura e profundidade, mas as capas, com focos diferentes, vão atrair públicos diferentes.
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Já falamos aqui, mas não custa repetir, você precisa conhecer seus públicos, os seus leitores em potencial para poder fazer uma campanha de marketing certeira e chegar até eles. E como analisamos hoje, isso passa também pela capa do seu livro que é uma das primeiras coisas que o possível leitor vai ver a respeito da sua obra.

E as suas capas? Transmitem bem a temática do livro? Conta para nós.

Plataforma de Autor – Nome, Foto e Bio

Plataforma de Autor

No post da semana passada, eu falei sobre a importância da Plataforma de Autor. Vimos que as editoras buscam autores que já tenham potencial de vendas e que, para os escritores independentes, ou auto-publicados, isso é ainda mais importante, pois sem plataforma, não há resultado.

A partir desta semana vou fazer 3 posts falando sobre os aspectos mais importantes da plataforma de autor para você começar ou aperfeiçoar a sua. O assunto do post de hoje é identidade.

Quem é você enquanto autor?

O que você escreve?

Já te fiz essas perguntas no post da semana passada. Elas são essenciais, pois determinam o seu posicionamento nas redes sociais. Lembre-se, autor é uma marca. Se você quer ter uma presença marcante, precisa incorporar certos aspectos da sua literatura. Portanto, primeiro é preciso conhecer o seu trabalho. Se você for um escritor iniciante e não conhecer ainda o seu diferencial, comece trabalhando em cima dos estereótipos do seu nicho. Conforme você for se conhecendo melhor, pode ir fazendo ajustes.
Vamos começar falando de 3 partes essências para a sua identidade: Nome, Foto e Bio.

Nome

Escolha um nome artístico. Não precisa ser um pseudônimo, apenas uma forma de escrever seu nome, que seja fácil e identificável. Utilize essa forma do seu nome para todas as suas redes sociais, assinatura de e-mail e tudo o que tiver a ver com o trabalho de escritor.
Aproveite que você escolheu um nome e compre o domínio ‘.com’ e ‘.com.br’. Mesmo que você não vá fazer o site hoje, reservar seu domínio é rápido e barato.

Foto

Assim como o nome é importante que você padronize, afinal, você quer que as pessoas te reconheçam nas redes sociais. Não vale usar foto que tenha mais pessoas, ou aquela que obviamente foi cortada. Se tiver grana para pagar um fotógrafo profissional, melhor, se não tiver, improvise. Câmeras do celular hoje são boas o suficiente para dar conta das suas fotos nas redes. Peça para um amigo mais chegado em fotografia te ajudar nessa. Sim, eu estou sendo criteriosa com a foto, mas não pense que não tem liberdade de ser mais criativo com ela. Não precisa fazer aquela foto “empresarial” de roupa social com fundo liso, se a sua marca permitir algo mais descontraído. Se você escrever comédia, uma foto mais engraçada faz total sentido. Faz contos de terror? Vale brincar com as luzes e sombras do retrato, uma fotografia P&B, ou um rosto mais fechado. Você entendeu, neh?! Vale brincar com a sua personalidade na fotografia, não vale aquela foto da cervejada da turma de 10 anos atrás.

Biografia

Tenha uma. Ou melhor ainda, tenha 3 versões da sua bio prontas. Uma bem pequena, tipo 140 caracteres para poder usar nos perfis das redes mais diretas. Uma mais comprida, de uns 2 parágrafos para usar nas redes que permitem mais espaço, como o próprio Face. E uma bio mais completa para ter como referência no seu site. Em geral, é mais fácil escrever começando pela mais longa e ir cortando as informações até chegar a bio mais curtinha, que é quase uma tagline mesmo.

E agora, escritor, vamos partir para a ação? Já tem Nome, Foto e Bio? Acha que dá para melhorar? Tá na dúvida? Conta tudo para a gente nos comentários. Prometemos voltar para responder as suas dúvidas.

Personal Branding – A Marca Pessoal do Escritor

Se você está aqui no Escritor Publicado é porque, provavelmente, viver de escrita é um objetivo seu. Muito bem, você já sabe o que muita gente passa a vida procurando, aquilo que te move. Ter um objetivo claro é o primeiro passo para desenvolver a sua marca pessoal, que vai te ajudar a transformar esse sonho em realidade.

Se você já leu meu texto sobre os 4 fatores críticos de sucesso para escritores, sabe que aqui consideramos ser escritor, mais que um passatempo, uma carreira. Como tal, a carreira de escritor deve, também, ser planejada. Seu nicho de público, a imagem que você vai passar, tudo isso é importante quando falamos em ser um autor de sucesso, mas o seu bem mais valioso é a sua marca pessoal. Em seu livro Personal Branding: Construindo sua marca Pessoal, Arthur Bender nos fala que:

 

Uma gestão eficaz de marca pessoal, que saiba controlar os sinais certos e acionar os mecanismos corretos, fará toda a diferença entre vencedores e perdedores, entre estrelas do seguimento e anônimos que morrerão profissionalmente, invisíveis. Planejar estrategicamente essa diferenciação é a chave para alavancar uma carreira de sucesso.

Muitos autores ficam esperando: esperando as respostas das editoras, esperando a idéia genial, esperando ter o livro perfeito para começar a pensar em ser um escritor profissional. Não espere, planeje. Planeje quanto tempo vai se dedicar a escrita, quanto tempo vai se dedicar a leitura, quanto tempo vai estudar, como você vai começar a se promover enquanto escritor, qual vai ser o seu diferencial. Tenha metas atingíveis e invista no seu futuro como escritor publicado agora mesmo. E tenha em mente que investimento não é necessariamente financeiro, o maior investimento que você pode fazer é do seu tempo. Aprenda, escreva, reescreva e divida seu conhecimento. Ou, parafraseando Seth Godin, escreva coisas sobre as quais valha a pena falar e fale sobre o que você escreve.

Se você quer viver de literatura tem que entender que seu texto é um produto e você é seu melhor vendedor. O Autor do livro é um dos fatores que influencia na decisão de compra de um livro. Ou seja, as pessoas compram o livro porque querem saber o que aquele autor tem a dizer. Não é difícil reconhecer esta tendência quando temos fans dizendo que comprariam até a lista de compras deste ou daquele autor. Brincadeiras a parte, o nome do autor é uma marca que ajuda sim a vender livros. Por isso, se você não é, ainda, um autor publicado, busque criar ou fortalecer a sua marca pessoal, tanto online quanto offline.

“Mas como eu construo uma marca pessoal?”

Eu tenho uma boa notícia: para os especialistas em construção de marcas, a chave para uma marca de sucesso é contar histórias, verdadeiras e coerentes. A técnica, escritor, você já domina agora resta saber: qual é a sua história?

Quem é você enquanto escritor? Por que você escreve? Em que tipo de literatura você se inspira e o que você almeja escrever. Todas essas são perguntas que vão te ajudar a definir a sua marca de autor. Pense em porque o leitor deve escolher ler o seu trabalho e não o de tantos outros autores por ai. Esse é o seu diferencial, invista nele.

Depois de responder todas essas perguntas para você mesmo, pense em três adjetivos para a sua marca de autor. E sempre que você for postar nas suas redes, na sua fanpage, pense bem: a sua postagem corresponde a imagem de marca que você quer passar?

Esse é um exercício simples, uma prática que você pode incluir no seu dia a dia para reforçar as características que você quer que apareçam sobre você. Veja bem, não se trata de mentir, muito pelo contrário, se você tentar enganar a sua audiência, vai logo ser desmascarado. Se trata de exaltar aquilo que você tem de melhor e enaltecer isso nas suas redes.