As capas e a Marca de Autor

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Talvez você já tenha ouvido falar que “não se deve julgar o livro pela capa”. Além de clichê, esse ditado popular não leva em conta que a capa de um livro é, muitas vezes, o primeiro ponto de contato entre autor e leitor. A capa do livro importa sim e os leitores vão julgar as obras por elas.

Tendo dito isso, como são as suas capas?

Se você leu a minha série sobre plataforma de autor, sabe que uma identidade visual para a sua marca é muito importante e ela deve sim se estender às suas capas. Se você tem um livro físico em livrarias, fazer o leitor bater o olho e reconhecer o seu estilo, antes mesmo de ler o título, é importantíssimo e ajuda nas vendas. Se você é um escritor autopublicado na Amazon, ou em sistemas similares, é mais importante ainda. Em um mar de amadores, uma capa profissional e que reforce sua marca enquanto autor é um grande diferencial. E você tem total controle sobre o processo de criação, então não há desculpas.
Muitos dos autores nas listas de mais vendidos usam esse tipo de recurso. As editoras tradicionais também lançam mão dele pois quanto mais formas do leitor identificar o livro, maiores serão as chances da venda. Além, disso, devemos pensar que as capas transmitem ao leitor uma série de informações através de paleta de cores, fonte e os outros elementos que ele vai decifrar. Desta forma, é importante que a capa esteja de acordo com o conteúdo, não transmitindo uma idéia falsa sobre o livro, que pode gerar uma experiência frustrante para o leitor.
Um exemplo bem caricato de como elementos não verbais carregam consigo muitas informações são as edições brasileiras do livros da Marian Keyes, a autora de “Melancia”. Não sei quem criou esse conceito, mas a Bertrand Brasil acertou em cheio transmitindo na capa o tom leve e irônico das narrativas. As capas estrangeiras não tem esse apelo.
Marian Keyes - Capas descoladas

Aliás, fazendo essa comparação, por qual das séries abaixo você se interessaria mais, baseado somente nas capas?

Se você gosta de romances leves, “água com açúcar” como se costuma chamar, provavelmente é mais atraído pelas capas com cores tons pastéis e fotos cândidas. Na comparação, elas realmente parecem mais amigáveis que as capas escuras, não? Se você prefere temas mais pesados, polêmicos, ou profundos, as capas escuras provavelmente te chamam mais atenção. Ok, pode-se argumentar que os livros de Elena Ferrante tem, igualmente, doçura e profundidade, mas as capas, com focos diferentes, vão atrair públicos diferentes.
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Já falamos aqui, mas não custa repetir, você precisa conhecer seus públicos, os seus leitores em potencial para poder fazer uma campanha de marketing certeira e chegar até eles. E como analisamos hoje, isso passa também pela capa do seu livro que é uma das primeiras coisas que o possível leitor vai ver a respeito da sua obra.

E as suas capas? Transmitem bem a temática do livro? Conta para nós.

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